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Em maio de 2024, o Google iniciou a implementação dos AI Overviews nos Estados Unidos, inserindo respostas geradas por IA diretamente no topo da SERP. Essa mudança, vinculada ao Search Generative Experience (SGE), já está provocando impactos mensuráveis: redução significativa no CTR de anúncios pagos e aceleração do fenômeno das buscas sem clique.

O algoritmo de resumo da IA está forçando o SEO a evoluir.

A visibilidade agora é uma consequência de três ações estratégicas: construir uma biblioteca de respostas diretas, não apenas artigos (semântica); ser o dado original, não o comentarista (confiança); e acumular provas públicas de expertise (autoridade).

Na prática, isso exige uma mudança nos fundamentos de como o conteúdo é planejado, escrito e distribuído.

O novo cenário das buscas: AI Overviews e SGE nos EUA

E agora já estamos em 2025. O Google está com AI Overviews no mundo inteiro, marcando uma virada estratégica na forma como os usuários interagem com resultados de busca. Essa funcionalidade, parte do projeto Search Generative Experience (SGE), utiliza IA generativa para entregar respostas diretas e contextualizadas no topo da SERP, muitas vezes antes dos resultados orgânicos e dos anúncios pagos.

Segundo a Seer Interactive , em 2024 a presença dos AI Overviews reduziu o CTR de anúncios pagos em até 53,6% em determinadas categorias de busca. Já a CMSWire aponta que essa mudança está acelerando o fenômeno dos zero-click searches, onde o usuário obtém sua resposta sem visitar nenhum site.

O CTR Pago caiu 12 pontos percentuais quando os AI Overviews estavam presentes na página de resultados de busca (SERP).

Infográfico: SEER Interactive.

Enquanto isso, empresas americanas estão reestruturando suas estratégias de conteúdo, SEO técnico e presença em fontes confiáveis para se manterem visíveis nesse novo ambiente.

A Amsive, por exemplo, destaca que marcas que já investem em autoridade e estruturação de dados estão sendo favorecidas nos resumos gerados por IA.

Do SEO ao GEO: O surgimento da Generative Engine Optimization

Diante desse cenário, surge um novo paradigma: o Generative Engine Optimization (GEO). Diferente do SEO tradicional, que busca ranquear páginas em SERPs, o GEO foca em tornar o conteúdo legível, confiável e útil para modelos de IA generativa (ex. ChatGPT, Perplexity, Bing Copilot e o próprio Google Gemini).

Casos reais já mostram os resultados dessa abordagem. A Geneva Worldwide, empresa de serviços linguísticos, aumentou sua visibilidade em resumos gerados por IA ao criar páginas com estrutura clara, linguagem direta e foco em perguntas frequentes. Já uma marca de e-commerce conseguiu recuperar tráfego perdido ao reescrever milhares de descrições de produtos com dados estruturados e bullet points informativos.

Com o GEO vem uma nova forma de pensar a maneira que você faz conteúdo e como se posiciona na web. Na verdade, isso vai bem além das técnicas de escrita ou copywriting: atinge na fundação da estratégia, desde a criação do calendário editorial até um entendimento completo do público.

Embora necessário, há muito tempo os aspectos demográficos já não bastam. Com o tempo, o verdadeiro marketing aprendeu a entender o mapa emocional e as aspirações da audiência.

Aqui, o nosso papel se torna mais importante do que nunca. Cabe a nós, humanos, usar o nosso entendimento da real intenção do usuário (que vem da empatia) e construir com ela uma arquitetura de conhecimento. A meta é formar uma estrutura que o algoritmo possa interpretar, validar e confiar.

Preparamos um resumo para ajudar a entender melhor SEO X GEO.

AEO: Otimização para motores de resposta

Complementar ao GEO, o conceito de Answer Engine Optimization (AEO) ganha força. Ele se concentra em estruturar o conteúdo para que seja a resposta ideal em mecanismos como snippets, painéis de conhecimento, assistentes de voz e IA conversacional.

“Cerca de 65% das buscas no Google já terminam sem clique. Isso reforça a importância de aparecer como resposta direta, e não apenas como link.”

A constatação da SparkToro sinaliza a urgência de ampliarmos o conhecimento e discutirmos abertamente esse assunto no dia a dia. É justamente por este e outros motivos que estamos trazendo a pauta aqui na rede.

Feito a observação, vamos continuar.

Algumas das principais estratégias de AEO incluem:

  • Uso de dados estruturados (Schema.org)
  • Criação de FAQs otimizadas
  • Conteúdo com linguagem natural e objetiva
  • Foco em autoridade e confiabilidade

Empresas que dominam o AEO estão conseguindo manter relevância mesmo com a queda de tráfego orgânico tradicional.

📌 Para lembrar sempre: GEO e AEO não substituem o SEO! Eles complementam o trabalho, focando em autoridade, semântica e clareza. Ajudam a construir uma relação de confiança com o público (cujos resultados de pesquisa são mediados pela IA).

Por que o Brasil precisa agir agora

Enquanto o mercado americano já testa soluções baseadas em IA nas buscas, o Brasil ainda tem tempo para adaptar sua estratégia com inteligência. A chegada dos AI Overviews ao Brasil é uma questão de tempo, e quando acontecer, as marcas que já estiverem preparadas terão vantagem competitiva.

A janela de oportunidade está aberta. CEOs, CMOs e Heads de Marketing devem considerar:

  • Redistribuição de budget: investir menos em tráfego pago e mais em conteúdo estruturado e autoridade digital.
  • Reestruturação de conteúdo: adaptar blogs, landing pages e descrições para formatos que IA compreende e utiliza.
  • Novas métricas: além de CTR e tráfego, monitorar presença em respostas geradas por IA, menções em fontes confiáveis e engajamento indireto.

No final, mais do que apenas entender o que está acontecendo, é sobre não perder o momento de se antecipar.

Como nas finanças, comprar na baixa e vender na alta. Quem se prepara agora ganha terreno antes que a maioria passe a reagir.

É nesse ponto que o profissional especialista entra em cena. Porque nos mecanismos com resposta gerada por IA, a presença precisa ser cultivada, não apenas publicada.

Não é Shakespeare, mas uma pergunta tem estado na mente de muitos “atores” no espaço de SEO: bloquear ou não bloquear o GPTBot?

Sistemas de IA generativa como ChatGPT, Claude e Perplexity dependem cada vez mais da web aberta para treinar e responder, e isso traz um novo debate para o centro do palco. Grandes editores e plataformas de conteúdo (do The New York Times ao Medium) decidiram bloquear rastreadores de IA para proteger seus dados e modelos de negócios. Enquanto isso, muitos profissionais de SEO, profissionais de marketing e estrategistas digitais ainda estão ponderando as consequências. Bloquear esses bots protegerá o conteúdo, ou coloca sua marca em risco de desaparecer na obscuridade ao longo do tempo?

Este debate é compreensível, e o medo é real. No entanto, talvez estejamos começando do lugar errado.

Em vez de perguntar “Devemos bloquear o GPTBot?”, talvez devêssemos perguntar:

“Que papel nosso conteúdo desempenha em um mundo onde a IA está se tornando o ponto de acesso padrão à informação?”

Este post foi inspirado por uma conversa recente, e é um convite para repensar a estratégia de conteúdo à medida que algoritmos e pessoas mudam a forma como a informação é consumida. Como você verá, a escolha não é binária. Depende do seu modelo de negócio, seus objetivos e como seu conteúdo contribui para sua presença mais ampla.

Este é o Fim (Novamente)?

O Movimento Padrão: Construindo uma Fortaleza

O Movimento Estratégico: Construindo uma Embaixada

3 Principais Movimentos Claros para Sites que Desejam Permanecer Relevantes

Se a IA está mudando a forma como o conteúdo é encontrado, confiado e citado, a resposta não é combatê-la cegamente. A resposta é criar conteúdo e construir presença de maneiras que esses modelos não podem replicar.

  1. Publique o que a IA ainda não consegue criar bem. Fortaleça seus sinais EEAT de profundidade e autoridade que a IA não consegue sintetizar a partir de conteúdo raspado.
  2. Torne sua marca maior que seu domínio. Não dependa apenas de classificações. Apareça em outros espaços, seja mencionado e lembrado.
  3. Ajude as máquinas a entender seu conteúdo. Uma estrutura clara ajuda tanto os mecanismos de busca quanto os modelos de linguagem a associar seu site à expertise. A arquitetura de conteúdo e a auditoria de vazamento de consenso são imperdíveis.

Equipes inteligentes estão começando a… O resto está esperando que palavras-chave e hiperlinks sejam suficientes.

Resumindo…

Não estamos apenas lidando com o algoritmo. Estamos observando as regras de distribuição do conhecimento sendo reescritas em tempo real.

Os modelos de IA não são apenas consumidores de conteúdo. Eles estão se tornando curadores. Sua visibilidade dependerá da frequência com que seu conteúdo é citado, confiável e reutilizado nessas novas camadas de entrega de informações.

Alguns podem estar pensando:

Você quer que seu site seja lembrado como aquele que bloqueou os bots, ou aquele que eles não podiam se dar ao luxo de ignorar?

Mas… a escolha não é tão simples quanto ser lembrado por bloquear um bot ou ser importante demais para ser ignorado.

Dependendo do caso, o bloqueio é a defesa correta de um ativo de negócios. Para a maioria, construir uma presença influente é o único caminho a seguir.

Ponderar essas compensações exige um #SEOSpecialist e #ContentWriter que entenda algoritmos de busca, uso de conteúdo de IA e seus objetivos de negócios.

Os próximos 12 meses traçarão uma linha clara.

De um lado estarão as empresas lutando para sobreviver, fazendo ajustes isolados apenas para permanecer relevantes. Do outro estarão aquelas que usam este momento para construir uma presença definitiva.

Uma é uma estratégia de defesa. A outra é uma estratégia de comando.

Em maio de 2024, o Google lançou os AI Overviews nos Estados Unidos, inserindo respostas geradas por IA no topo da página de resultados de busca. Esta atualização, parte da Search Generative Experience (SGE), já apresenta efeitos mensuráveis: uma queda acentuada nas taxas de cliques de anúncios pagos e o rápido crescimento das buscas sem clique.

Os algoritmos de resumo de IA agora forçam o SEO a mudar.

A visibilidade é agora um resultado direto de três ações estratégicas: construir uma biblioteca de respostas diretas, não apenas artigos (semântica); ser a fonte original dos dados, não o comentarista (confiança); e coletar provas públicas de expertise (autoridade).

Na prática, isso exige uma revisão completa de como o conteúdo é planejado, escrito e distribuído.

O Novo Formato de Busca: AI Overviews nos EUA

Avançando para 2025: os AI Overviews do Google operam mundialmente, marcando uma virada definitiva na interação do usuário com os resultados de busca. Este recurso, parte da SGE, utiliza IA generativa para entregar respostas diretas e contextuais no topo da página, muitas vezes acima dos resultados orgânicos e dos anúncios pagos.

Dados da Seer Interactive mostraram que a aparição dos AI Overviews em 2024 reduziu a taxa de cliques de anúncios pagos em até 53,6% em categorias selecionadas. A CMSWire relata que o novo formato acelera o fenômeno das buscas sem clique, onde o usuário encontra uma resposta sem visitar nenhum site.

O CTR pago caiu 12% quando os AI Overviews estavam presentes na SERP. Fonte: Seerinteractive

Em resposta, empresas americanas estão reconstruindo suas estratégias de conteúdo, SEO técnico e sinais off-site para manter a visibilidade. A Amsive, por exemplo, observa que marcas com autoridade estabelecida e forte estrutura de dados obtêm um benefício claro nos resumos gerados por IA.

Do SEO ao GEO: o início da Otimização para Motores Generativos (Generative Engine Optimization)

Este novo contexto cria uma nova disciplina: Otimização para Motores Generativos (GEO). Diferente do SEO tradicional, que busca ranquear páginas, o objetivo do GEO é tornar o conteúdo legível, crível e útil para modelos de IA generativa como ChatGPT, Perplexity, Bing Copilot e o próprio Gemini do Google.

Casos reais mostram resultados deste método. A Geneva Worldwide, uma empresa de serviços linguísticos, aumentou sua presença em resumos de IA com a criação de páginas com estrutura clara e foco em perguntas comuns. Separadamente, uma marca de e-commerce recuperou tráfego perdido após reescrever milhares de descrições de produtos para incluir dados estruturados e bullet points informativos.

Com o GEO, surge um novo processo de pensamento para conteúdo e presença na web. Vai muito além das técnicas de copywriting: atinge a estratégia central, desde a criação de um calendário editorial até um domínio completo dos motivos da audiência. Embora a demografia seja um requisito antigo, o marketing real passou a apreciar o mapa emocional e os desejos de seu público.

Aqui, nosso papel como humanos é mais vital do que nunca. Nosso trabalho é pegar o insight humano, que vem da empatia, e usá-lo para construir uma arquitetura de conhecimento. O objetivo é construir uma estrutura que os algoritmos possam analisar, validar e confiar.

SEO X GEO: diferenças e intersecção

AEO: Otimização para Motores de Resposta (Answer Engine Optimization)

Como complemento ao GEO, o conceito de Otimização para Motores de Resposta (AEO) ganha terreno. Ele se concentra na estrutura do conteúdo para servir como a resposta ideal para snippets, painéis de conhecimento, assistentes de voz e IA conversacional.

Aproximadamente 65% das buscas no Google terminam sem clique. Isso afirma a necessidade de uma aparição como resposta direta, não apenas um link.

Esta descoberta da SparkToro sinaliza uma clara necessidade de expandir este assunto específico em nosso trabalho. Por este e outros motivos, trazemos esta discussão para uma rede mais ampla.

Dito isso, vamos continuar.

As principais estratégias de AEO incluem:

  • O uso de dados estruturados (Schema.org)
  • A criação de FAQs focadas em tópicos
  • Conteúdo em linguagem natural e objetiva
  • Uma base construída em autoridade e confiabilidade

Empresas que dominam o AEO mantêm sua relevância mesmo com a queda do tráfego orgânico tradicional.

📌 Nota: GEO e AEO não são substitutos para SEO. São complementos ao trabalho!

Sua função é garantir a confiança com o público cujos resultados de busca são um produto da IA. Eles fazem isso com um foco nítido em autoridade, semântica e clareza.

Por que a Ação Antecipada Oferece uma Vantagem

Enquanto o mercado dos EUA testa respostas a esses novos produtos de busca, outras regiões ainda têm uma rara janela para se adaptar com inteligência. A disseminação global dos AI Overviews é apenas uma questão de tempo. Quando acontecer, as marcas preparadas garantirão uma clara vantagem competitiva.

A oportunidade está aberta. CEOs, CMOs e Chefes de Marketing devem considerar estas ações:

  • Nova alocação de orçamento: Investir menos em tráfego pago e mais em conteúdo estruturado e autoridade digital.
  • Uma profunda reestruturação de conteúdo: Adaptar blogs, landing pages e descrições para um formato que a IA possa consumir e referenciar.
  • Métricas para um novo campo: Observar não apenas o CTR e o tráfego, mas também as aparições em respostas geradas por IA e menções de fontes confiáveis de terceiros.

Finalmente, uma compreensão profunda desses eventos importa, mas o que importa mais é um movimento para garantir a posição de liderança.

É uma escolha de investimento clássica: comprar na baixa, vender na alta. Aqueles que se preparam hoje ganham terreno antes que o resto do mercado comece a reagir.

Este é o ponto onde a contribuição de especialistas se torna decisiva. Nestes novos motores de busca, a presença de uma marca deve ser cultivada, não apenas publicada.

*Este artigo é uma adaptação em inglês de uma série de artigos co-escritos com Fabio Schunke.

Todo executivo com foco no resultado final já ouviu a promessa: Produza mais, gaste menos. Com a IA generativa, o gráfico de produção de conteúdo sobe e para a direita, uma bela linha de pura eficiência.

Parece um paraíso… Sua equipe de marketing está publicando dezenas de artigos por mês, o custo por palavra nunca foi tão baixo. Este é o novo padrão, e parece uma vantagem.

O contra-argumento: “Mas nossos números estão subindo!”

Mas nossos números estão subindo. O alcance está crescendo. Estamos publicando com mais frequência. Não é isso que devemos fazer?

A história da Cognito Corp.

Considere a Cognito Corp., uma empresa em um mercado concorrido que apostou tudo em uma máquina de conteúdo de IA. Por seis meses, os painéis brilhavam em verde.

Então, surgiram sinais do mundo real.

Então, um engenheiro de ponta que eles estavam tentando recrutar recusou uma oferta. Feedback: “Li seu conteúdo técnico externo. Pareceu… genérico. Não me convenci de que sua empresa está liderando o campo.”

O golpe final foi quando os novos snapshots de resposta do #GenerativeEngine apareceram para suas consultas comerciais mais importantes…

As respostas definitivas (aquelas que constroem marcas e fecham negócios) estavam citando seus concorrentes.

A falha no modelo “híbrido”

Muitas equipes se apoiam em uma configuração “híbrida”: a IA gera o primeiro rascunho, e um humano entra para revisar. Parece eficiente. Escalável. Mas, na maioria dos casos, essa “revisão” significa apenas corrigir o tom, ajustar a formatação ou trocar algumas palavras estranhas.

Bem, agora que estamos na mesma página, montei uma tabela que o fará pensar.

O problema não é o prompt

Em suma: sua estratégia, não seu prompt, determina se você está construindo um marco ou apenas mais paisagem. A verdadeira liderança de mercado é construída por aqueles que comandam a IA para construir crenças, transformando um motor de ecos em uma base para a autoridade.

A IA sozinha não pode fazer as perguntas que um estrategista humano deve fazer. Fazer as perguntas certas (além das palavras-chave de cauda longa) cria ativos digitais reais. Este é um conteúdo produzido com intenção, não apenas um discurso de vendas disfarçado. Trata-se de dominar a produção de conteúdo para construir confiança e conexão com os leitores.

As pessoas conversam com pessoas e pesquisam empresas, mas agora a Otimização Generativa é uma necessidade, já que os bots estão se tornando curadores.

Eu sei o que você está pensando…

E a Cognito Corp.?

Se você ficou curioso sobre a história da Cognito… ela não terminou naquela sala de reunião.

A recuperação não veio de um novo software, mas de uma nova aquisição de talentos. Eles encontraram um especialista com raízes profundas tanto na ciência da busca quanto na arte da conexão humana.

Ela não rejeitou a IA; ela lhe deu um propósito. O objetivo mudou de produção massiva para arquitetar autoridade através de blogposts e conteúdo rico.

Assim, foi o início de um novo capítulo para a Cognito. Um escrito com consciência, fundado na confiança e executado com uma estratégia de Otimização Generativa.

Não deixe que seu futuro seja escrito por uma máquina, lidere-o. A sabedoria e a estratégia humanas são os primeiros passos.

Pronto para dar o próximo?

Se a sua caixa de e-mails parece com a minha, então você já se deparou com este clássico: um alerta urgente sobre o futuro da busca, seguido por uma promessa rápida de salvação e para fechar com chave de ouro… um formulário pedindo seus dados!

Honestamente, tudo bem… é algo natural. Afinal, sabemos que uma das grandes funções do marketing é ajudar o público a resolver problemas (conhecidos ou que ainda não se deram conta).

Escrevo esse post para propor uma reflexão, pois muitos desses “walkthroughs” acabam fornecendo um diagnostico vago. Apenas colocam gasolina no fogo, se é que voce me entende.

De fato, apertar o botão de soco cada vez mais rápido (em vez dos combos certos) tem sido uma estratégia de quem ainda está no nível “easy”.

Aqui é que vem a nossa virada, caro leitor: em vez de um campo de batalha caótico entre SEO e GEO, vamos enxergar isso como um filtro.

Um trabalho de GEO personalizado e de confiança é o que vai separar as marcas que produzem conteúdo das que definem categorias.

Chega de apenas “se adaptar” às mudanças. Essa é a mentalidade de quem segue. A oportunidade real (e ela é para poucos) é usar este momento de confusão generalizada para se consolidar com algo que ninguém copia (ou IA cria): a sua autoridade.

Ok, perfeito na teoria. E a ação?

O primeiro lembrete é que não é apenas sobre produzir mais.

É sobre confiança e conteúdos que funcionam como um ‘check point’ estratégico na mente da audiência, um ponto de clareza a que ele sempre volta quando a confusão do mercado aperta.

Aquele insight que o seu você vê e envia para a liderança com uma nota: ‘Precisamos agir sobre isso’.

EEAT. Você já deve ter visto essas quatro letras algumas vezes. Não faltam artigos e guias sobre o assunto. Só que o problema é que boa parte deles explica o conceito de forma técnica literal e traduzida do inglês. É justamente para trazer uma visão prática e sem blá blá blá que decidi escrever esse artigo. Quero compartilhar bastidores e vivências sobre o que está por trás desse conceito tão importante. Vamos passar pelo básico, depois as histórias e por último, três “hacks” para usar já.

Prontos? Vamos decolar.

EEAT é abreviação de experiência, expertise, autoridade e confiabilidade. Na prática é a substância que você traz em um artigo ou conteúdo. Seja a sua audiência avançada, iniciante tofu ou bofu, uma coisa é fato: já está todo mundo saturado de conteúdo “Mais do Mesmo”. E isso não é apenas mera constatação empírica de quem vive o mercado. Pesquisas como a da Marketing Tech News indicam altíssima queda no engajamento em conteúdo escrito puramente por IA.

Porém, muito antes disso a Internet já estava cheia de “conteúdo filler”. Ou seja, a história não é novidade… ela apenas se acentuou com as inteligências artificiais generativas (principalmente em virtude da escalabilidade). Feito este adendo, é hora do túnel do tempo. Retrocedendo alguns anos…

Lá em 2019, o Google lançou o conceito de EAT em suas diretrizes (Expertise, Autoridade, Confiabilidade).  Porém, muito antes disso como por exemplo em  2011 e 2012, o buscador lançou 2 atualizações no seu algoritmo, chamadas PANDA e PENGUIN. Em outras palavras, há quase uma década essas práticas que buscam “atalhos” estão sob a mira do Google e outros buscadores.

Inclusive, antes disso, em 2003 ouve a atualização Florida, que considero um dos primeiros passos para endurecer o jogo para quem estava usando táticas manipulativas de SEO Afinal, o usuário precisa de uma boa experiência.Não digo isso apenas como um clichê, mas sim porque relevância e confiança estão entre os maiores ativos de um buscador. Então frustrar esses valores com resultados fracos é jogar contra o próprio time.

Agora, de volta ao período mais recente: em 2022, saiu a atualização que introduziu o conceito de EEAT (Experiência, Expertise, Autoridade, Confiabilidade), pois considerando apenas as diretrizes EAT, a web começou a lotar de produções que entregavam uma profundidade nas aparências, mas não experiência de fato.

Aliás, na época do lançamento dessa atualização, no post oficial do Blog Search Central, a própria Google fez uma pergunta que resume tudo: “O conteúdo também demonstra que foi produzido com um certo grau de experiência, como o uso real de um produto, ter de fato visitado um lugar ou comunicar aquilo que uma pessoa vivenciou?“.

O cerco está apertando em relação às técnicas de produção de conteúdo, isso traz um impacto imenso para o SEO. Afinal, por um tempo se pensou que era só citar dados e incluir porcentagens de fontes confiáveis nos artigos que estaria tudo resolvido. Isso ainda vale, mas não é tudo.

Ok, Vamos falar da vida real agora.

Uma história curiosa… Lá pelos idos de 2020, estava com vários clientes trabalhando na produção de conteúdo relevante para conexão com o público e crescimento orgânico. O problema foi que um deles era muito apegado às técnicas tradicionais e não entendia porque ” enfeitar tanto” os blog posts, já que isso demandava um tempo maior de produção (sem IA). Ele estava ficando insatisfeito com o tempo de entrega e pensei que teríamos que encerrar a parceria. Foi então que, como última cartada, agendei uma reunião de 1 hora com ele. Era uma tarde de quinta-feira e ele parecia cansado. Na hora, pensei: vou ter que resumir meu pitch. Que desafio!

Pois bem, expliquei para ele sobre a atualização e como os “robôs” iriam desvalorizar se ficássemos apenas nas regras tradicionais e produzindo textos “a toque de caixa”.

Ele entendeu, mas tinha a dor do tempo Três Pontos complicado. Como meio termo, sugeri que os artigos fossem um pouco menores, mas incorporando os princípios de forma genuína. Tinham se passado exatos 35 minutos, eu disse as últimas frases… Fim do pitch. Confesso que fiquei um pouco apreensiva esperando alguma resposta dele depois de ouvir aquela enxurrada de informação resposta dele.

Ele ficou olhando com uma expressão de testa franzida, como quem está processando tudo… Acho que foram uns 15 segundos, mas parecia uma eternidade (quase suspeitei que havia alguma falha na conexão!), mas continuei lá. Por um instante desviei o olhar, para deixá-lo mais à vontade. Foi quando ele limpou a garganta que eu voltei a olhar para a tela. Então ele continuou e disse: “Vamos tentar”. Respirei aliviada.

Se você chegou até aqui, deve estar interessado nas dicas práticas de e e até para usar já: lá vão elas:

#1: Do chão de fábrica ao conteúdo.

Vamos ser sinceros, a nossa experiência de verdade não costuma nascer pronta para virar um artigo de blog ou ebook. É algo que se manifesta na rotina, como planilhas internas, conversas no Slack, e relatórios enviados aos clientes. Calma, não estou dizendo para você espalhar conteúdo interno cru pela internet. Na verdade, te convido a “minerar” a experiência que já tem. Por exemplo, quando colocamos a nossa experiência em algo, é interessante “escavar” qual dado único ou aprendizado real pode ajudar a sua audiência. É isso que faz uma frase chata como “Foi observado que…” virar algo mais próximo como “Num projeto recente, revertemos uma queda de 20% ao…” .

Apenas lembre: não é um teatro para parecer experiente, mas sim uma forma de compartilhar de modo útil o que já foi vivido na realidade (sim, uma redundância proposital para reforçar a mensagem desse trecho).

#2 Chega de mais do mesmo!

A IA entrega consenso, resultados já estabelecidos, conteúdo commodity por assim dizer. O”A” de “Autoridade” vem de usar o seu arsenal para prever a próxima curva ou até mesmo dissecar as dores do mercado que são tratadas de modo raso (ou não ditas também). Com isso, você coloca novas peças no jogo, traz um olhar diferente que faz todos se moverem (tanto a concorrência como o algoritmo).

#3 As sandálias da humildade

Contraintuitivo? Talvez? Poderoso? Sim. Antes de encerrar um artigo denso, é válido escrever um trecho que mostre as limitações do artigo. Para ilustrar: “A análise aqui descrita tem foco no impacto do EEAT em produções para o mercado B2B. Não abordamos aqui as questões voltadas a e-commerces de nicho ou a integração com outras estratégias. Como estes são desdobramentos específicos e avançados, merecem uma análise à parte.” Ou seja, ao admitir que “não sabe de tudo”, você reafirma a confiança no que sabe.  E tem mais aqui você pode abrir um , e, “loop” na mente da audiência, fazendo-a pensar em problemas que ela nem sabia que existiam… os quais a sua expertise resolve.

Parece complexo, porém já não é opcional. Principalmente agora com a ia gerando as respostas e aumentando o número de “Zero-click searches”.

A boa notícia é que produzir conteúdo que faça a sua marca ser a fonte e não apenas mais um resultado, não precisa ser um gargalo.

Pelo contrário, é um trunfo: um valioso canal de relação e construção de confiança com a sua audiência.

Conte com quem entende do assunto e trabalha com isso todos os dias. Como? A resposta é fácil: nossa conversa continua no inbox.

Sobre a autora: Scarlett Duarte é bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade Feevale e tem diversas especializações focadas em planejamento e produção de conteúdo de alto nível. Entre as principais estão Content Strategy for professionals (Northwestern University), SEO Avançado (UC Davis) e Generative Engine Optimization (Obility).

Com mais de 10 anos de experiência na área de marketing, já produziu centenas de artigos para clientes em diversas áreas, desde SaaS e mercado financeiro até empresas de advocacia, imobiliárias e saúde.

Você já teve a sensação de estar falando com duas pessoas diferentes ao mesmo tempo? É isso que acontece quando você usa o Google hoje. Agora, não interagimos apenas com um, mas com dois motores de busca operando em paralelo.

O primeiro é o que conhecemos: a lista de links azuis, ranqueada por sinais de autoridade estabelecida, como links, menções e histórico do domínio.

O segundo é o motor de curadoria que alimenta as respostas de IA (AI Overviews). E dados recentes da BrightEdge provam que ele opera sob uma lógica própria, e não como um simples espelho da busca tradicional.

Veja os números:

Apenas 54% das fontes citadas pela IA do Google vêm da primeira página de busca tradicional. Isso significa que os outros 46% são selecionados por uma lógica computacional diferente, uma que não depende apenas da autoridade do seu site.

Enquanto o primeiro motor valoriza sinais de autoridade estabelecida, este segundo motor prioriza sinais de relevância conversacional e comportamental. Ele analisa trilhões de interações de usuários para prever qual trecho, de qual página, entregará a resposta mais semanticamente precisa para uma pergunta específica, naquele exato momento.

Essa “bifurcação” explica por que vemos comportamentos tão diferentes em váriadas indústrias no mercado.

A lógica da Confiança vs. A lógica da Conversa

Vamos observar como isso se manifesta na vida real (e em 2 indústrias decisivas, literalmente):

  • 🏥 Na Saúde, essa sobreposição salta para 75%. Por quê? Porque em um tópico “Sua Vida ou Seu Dinheiro” (YMYL) o Google não pode arriscar. A IA se ancora firmemente na autoridade já estabelecida, nos especialistas validados pelo tempo e pelo escrutínio do algoritmo tradicional. Aqui, E-E-A-T (Experiência, Expertise, Autoridade e Confiança) não é uma opção, é a fundação.
  • 🛒 No E-commerce, a história é o oposto: apenas 23% de sobreposição. A IA entende que um usuário buscando um “tênis de corrida” não quer um ensaio sobre a história dos calçados. Ele quer ver o produto, comparar preços, finalizar a compra. A IA privilegia a informação direta, a semântica da transação, e não necessariamente o blog post que ranqueou em primeiro lugar.

Percebe a sofisticação? Não se trata de uma única IA, mas de um sistema que adapta sua “personalidade” e suas fontes com base na intenção do usuário.

É por este e tantos outros motivos que

aquela antiga obsessão com “ranquear na primeira posição” está se tornando uma visão limitada.

A verdadeira fronteira estratégica agora é entender essa dualidade. É valorizar a otimização para um motor de busca (SEO) mas e além: entrar na otimização para um motor de geração de respostas (GEO – Generative Engine Optimization).

O trabalho não é mais apenas construir a melhor página, mas também fornecer a “matéria-prima” mais clara, precisa e semanticamente rica para que a IA queira usá-la em sua conversa com o usuário.

A pergunta que deixo para reflexão não é “como vamos rankear no AI Overviews?”.

É: “Para qual Google minha marca está falando hoje? O da lista de espera ou o da conversa imediata?”

Mapear essa convergência é a nova fronteira da estratégia digital. E é onde as oportunidades mais inteligentes vão surgir.

Quem joga para vencer precisa do melhor time. scarlettgeo.com.

Fonte dos dados que inspiraram esta análise: Montti, Roger. “Google AI Overviews Overlaps Organic Search By 54%.” SE Journal, 2025.